Escritório de Projetos

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Os artefatos e as cerimônias são as características mais peculiares dos métodos ágeis. De reuniões em pé a quadros cheios de post its, eles estão por toda parte e são um símbolo do informalismo criativo e colaborativo que é a base da transformação cultural que eles trazem às empresas. Falando especificamente do Scrum e, ao contrário do que muita gente pensa, temos pouquíssimos artefatos. Apenas quatro para falar a verdade e é deles que falaremos hoje neste artigo.

Lembra-se dos pilares do Scrum? Transparência, Inspeção e Adaptação? Eles são a base fundamental para a existência de todos seus artefatos, suas ferramentas de apoio ao Time Scrum. São eles, o Product Backlog, o Sprint Backlog, o Incremento e a Definição de Pronto. Ao contrário do que a crença popular acredita, os artefatos Kanban, Planning Poker, Burndown Chart e muitos outros não fazem parte do framework Scrum, embora sejam popularmente usados em conjunto.

O Product Backlog é a "lista" (embora não tenha que ser exatamente uma lista) de requisitos que o Product Owner deseja para o produto. Sim, o Product Owner é o dono do Product Backlog e cabe a ele mantê-lo priorizado, visível e refinado, tendo a palavra final sobre o mesmo dentro do Time Scrum. O Scrum não prescreve um formato único para o Product Backlog, mas discutiremos algumas abordagens comuns futuramente.

O Sprint Backlog é uma versão do Product Backlog com o escopo a ser trabalhado pelo Time de Desenvolvimento na próxima iteração. Ele é criado a partir dos itens mais priorizados do Product backlog durante as discussões da Sprint Planning, tem seus requisitos quebrados em tarefas realizáveis pelo time e seu esforço estimado para que o time possa ter uma noção da sua velocidade e do tempo de desenvolvimento do roadmap como um todo.

O Incremento é um artefato oriundo do resultado dos esforços do Time de Desenvolvimento durante a Sprint. Ele geralmente é composto por software com potencial de ser liberado para produção, situação na qual o time terá gerado valor real para o cliente, tal qual como descrito no Manifesto Ágil.

A avaliação do Incremento ocorre durante a Sprint Review, a fase de Inspeção do desenvolvimento da sprint, sendo o artefato que corrobora com o empirismo do Scrum, onde apenas resultados obtidos pelo time podem ser tomados como base para julgamentos futuros.

E por fim, a Definição de Pronto (Definition of Done - DoD), um documento contendo uma definição comum e clara do que "DONE" (pronto) significa para o time. Product Owner, Scrum Master, o Time de Desenvolvimento e os demais stakeholders diretamente ligados ao projeto devem ter um entendimento único da situação real de um incremento dito como pronto.

Embora possa soar estranho, pessoas diferentes possuem entendimentos diferentes do que pronto significa dependendo do seu background e contexto dentro do projeto. Para um programador, DONE pode significar estar codificado na sua máquina. Para um Product Owner, DONE pode significar que ele testou e homologou o Incremento. É importante que o time defina este artefato de transparência logo no início da primeira sprint, pois geralmente é algo que impacta o pipeline de desenvolvimento das tarefas, afeta a estimativa das mesmas e pode gerar muita dor de cabeça se não feita.

Como já citado anteriormente, muitos são os artefatos existentes no mercado, sendo apenas este quatro oriundos do Scrum. Conforme nos aprofundarmos nos métodos ágeis aqui no Escritório, veremos outras práticas e artefatos de outras metodologias ágeis, como Lean, XP, Kanban, SAFe e muito mais.

Até lá!

 

 

 

Sobre o Autor

 

Luiz Fernando Duarte Junior

Agile Coach no Agibank, autor do blog LuizTools e programador nas horas vagas.

Autor dos livros:

 

 

 

 

 

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