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Você sabe de onde os métodos ágeis surgiram? Porque eles são chamados de ágeis? O que diferencia um método ágil de um tradicional? Essas e outras respostas neste artigo.

No início da década de 90 começaram a surgir os chamados métodos ágeis de gerenciamento de projetos, mais especificamente na área de engenharia de software. Os criadores de tais métodos, frustrados com os resultados obtidos na entrega de projetos usando os métodos tradicionais, decidiram por trabalhar em abordagens iterativo-incrementais de desenvolvimento de software, com feedback constante e o mínimo de documentação possível.

Nesta época métodos e frameworks como Scrum, XP e Crystal começaram a se popularizar graças aos resultados obtidos pelos seus criadores nas empresas em que trabalhavam, mas foi só no início dos anos 2000 que o movimento ganhou força com a publicação do chamado Manifesto Ágil, disponível em agilemanifesto.org. Neste manifesto, alguns dos maiores expoentes da engenharia de software mundial como Kent Beck, Alistair Cockburn, Ken Schwaber, Jeff Sutherland e Martin Fowler descreveram alguns princípios e valores que norteariam todos os métodos ditos "ágeis" de desenvolvimento de software e que são a base da agilidade.

Não quero repetir aqui o conteúdo do site, que é bem direto e que recomendo a leitura, mas gostaria de falar brevemente do porquê desses valores e princípios terem sido escolhidos. Trabalho há 12 anos com software e entre 2006 e 2010 tive a oportunidade de trabalhar usando os métodos tradicionais de desenvolvimento antes de mergulhar neste mundo ágil e não voltar mais. O que quero dizer é que trabalhei tempo suficiente para ver as mazelas que um raciocínio waterfall produz no resultado gerado a partir dos projetos complexos e adaptativos, que não possuem um escopo fechado e que lidam fortemente com inovação.

Métodos Ágeis focam nas pessoas e na interação entre elas, uma vez que falhas de comunicação acontecem o tempo todo nos projetos. Mesmo os processos mais rígidos e cheios de documentação não conseguem preencher os gaps de comunicação. Ao invés de propor ainda mais ferramentas e processos, os métodos ágeis diminuem a burocracia e propõem mais comunicação.

Métodos Ágeis focam em valor entregue, uma vez que o sucesso de um projeto não está na aplicação de um método, mas sim na satisfação do cliente. Prescreve-se o mínimo de cerimônias e artefatos que forneçam ao time subsídios mínimos para que foquem no desenvolvimento do produto, jamais servindo o processo apenas pelo processo. Processos devem servir aos propósitos dos times, e não o contrário.

Métodos Ágeis focam em construir produtos aos pedaços, sem escopo fechado, sem usar contratos como forma de se defender de clientes (e vice-versa) e de maneira sustentável para o time. Focam em criar uma cultura saudável de entrega contínua de valor ao mesmo tempo que permite ao Time de Desenvolvimento melhorar a si mesmo no processo.

Muito inspirados na manufatura Lean japonesa, processos e ferramentas como Kanban, Kaizen, Kata e muito mais são popularmente incorporados ao dia-a-dia de times ágeis que são tão plurais quanto os problemas existentes a serem resolvidos com software.

Dentre o imenso catálogo de opções, o Scrum é o framework (como os autores o denominam) de agilidade mais famoso no mundo e será o foco dos próximos artigos de métodos ágeis aqui do Escritório.

 

 

 

Sobre o Autor

 

luizfernandoduartejunior

Agile Coach no Agibank, autor do blog LuizTools e programador nas horas vagas.

Autor dos livros:

 

 

 

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