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O Scrum é o framework ágil mais utilizado no mundo atualmente, sendo considerado por muitos como o passo inicial para a implantação de uma cultura ágil nas empresas que desenvolvem software. Criado por Ken Schwaber e Jeff Sutherland, dois veteranos da indústria de software, ele vem sendo refinado e testado na prática há mais de duas décadas nos mais variados tipos e tamanhos de projetos.

Autodenominado como um framework e não como um método (uma vez que entende-se um método como algo muito mais prescritivo), o Scrum é extremamente simples de entender e ao mesmo tempo difícil de dominar. Isso porque o seu guia possui apenas 19 páginas, o Scrum Guide, onde são apresentados alguns papéis, alguns artefatos e umas poucas cerimônias. No entanto, para aplicar tal framework é necessária muita disciplina pois seu real valor somente é alcançado quando consegue-se executá-lo completamente, o que muitas vezes gera choques com a cultura vigente das empresas.

Ken e Jeff usaram de muitas referências das fábricas japonesas, principalmente a Toyota e o seu método Lean, para a confecção deste framework, visando resolver os problemas oriundos do desenvolvimento waterfall que predominava na década de 90. Conceitos como o de Heijunka, produção puxada, ShuHaRi, Andon, Kanban e muito mais foram incorporados ao dia a dia dos times de desenvolvimento, ao mesmo tempo que aproximou a TI da área de negócios das empresas, entregando software em pequenos pacotes e em períodos curtos, diminuindo o risco de grandes projetos.

O nome Scrum deriva do movimento homônimo do Rugby onde todo o time deve se unir como um só corpo visando empurrar o time adversário e obter a posse de bola após uma paralisação no jogo. Isso porque no Scrum todo o foco é dado ao trabalho em equipe, todas as métricas são do time, a responsabilidade pela entrega é de todos e assim por diante. Embora existam alguns poucos papéis individuais, todo o esforço do framework é em construir times vencedores, e não super-heróis solitários.

O Scrum diz-se empírico, ou seja, fundamentado na experiência prática de décadas de uso em projetos de software. Algo testado e comprovado no "campo de batalha" das empresas que dependem de tecnologia e fortemente arraigado a 3 pilares principais: a Transparência, a Inspeção e a Adaptação.

A Transparência diz que todos os aspectos significativos do projeto devem ser de conhecimento de todos os envolvidos no mesmo. Se o projeto possui uma meta, todos devem conhecê-la. Se possui um prazo, todos devem conhecer. Se está atrasado, todos devem saber. E assim por diante.

Uma vez que exista transparência em nosso projeto, podemos Inspecionar nossos processos. O Scrum prega que frequentemente devemos analisar cuidadosa e criticamente a forma como estamos trabalhando visando encontrar pontos de melhoria. Essa inspeção deve ser tão frequente quanto possível mas não frequente a ponto de atrapalhar o andamento do projeto.

A partir das inspeções podemos aplicar o terceiro pilar que é a Adaptação. Todos os pontos que estejam desviando do padrão de qualidade do time, que estejam atrapalhando o progresso ou que não fazem sentido, devem ser corrigidos, adaptados, aperfeiçoados em um eterno ciclo virtuoso de melhoria contínua.

Todos os papéis, artefatos e Cerimônias do Scrum baseiam-se nestes três pilares e conforme o leitor for adentrando nos artigos sobre Scrum presentes aqui no Escritório, isso ficará cada vez mais evidente e seu valor emergirá.

 

 

 

Sobre o Autor

 

luizfernandoduartejunior

Agile Coach no Agibank, autor do blog LuizTools e programador nas horas vagas.

Autor dos livros:

 

 

 

 

 

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