O presente trabalho tem por objetivo identificar desafios de trabalho na forma remota, ou seja, de pessoas que trabalham fisicamente distantes e por meio de tecnologia. A metodologia usada foi pesquisa bibliográfica e uma survey realizada com gestores de projetos. Concluiu-se que para a gestão de projetos remotos, o período da pandemia em 2020, foi de grande aprendizado. Diante do cenário mundial, o mundo corporativo foi obrigado a modificar as suas atividades de forma rápida e estratégica para não perder sua produtividade e o trabalho remoto crescerá e ganhará espaço dentro das empresas e colaboradores.

 

 

 

Introdução

Percebe-se que a cada dia há uma necessidade constante de se atualizar dentro de um cenário de mudanças constantes. Muitos profissionais e empresas não imaginariam ter que se adequar a uma transformação repentina - uma tarefa árdua para ambos os lados. De um lado colaboradores que colocaram dentro de sua rotina de descanso o seu lado profissional e do lado da empresa, muitas vezes presa no cartão de ponto, ter que administrar a rotina e as tarefas de seus liderados longe de seus olhos.
          Trazer todos seus escritórios para a casa de cada colaborador de forma rápida e eficaz foi possível graças ao avanço tecnológico e da globalização. Conforme afirma Rodrigues (2005, p. 10) “a tecnologia da Informação muda a forma de conceber e realizar negócios e as atividades organizacionais, ligando pessoas, ativos, e ideias para criar e distribuir produtos e serviços, automatizar transações de negócios e fluxos de trabalho a custos menores.

          Implantar o home office trouxe muitos benefícios, porém ainda há muita resistência por esse modelo de trabalho devido a barreira cultural, falta de confiança e dificuldade de gestão remota. Para Kerzner (2006, p. 10) “a velocidade com que as empresas alcançam certo grau de maturidade em gestão de projetos geralmente se baseia no grau de importância que elas atribuem as forças motrizes”.

Afinal, esse cenário trouxe aprendizados e principalmente superação de obstáculos. Percebe-se por meio da flexibilização das formas habituais de trabalho que geram novas formas de contratação.

          O trabalho remoto pode trazer benefícios, mas também, desafios às organizações, aos gestores, aos trabalhadores e a sociedade de um modo geral, percebe-se por meio da flexibilização das formas habituais de trabalho que geram novas formas de contratação. Para Chiavenato (2008, p. 8) “nos tempos atuais as organizações estão ampliando sua visão e atuação estratégica. Todo processo produtivo somente se realiza com a participação conjunta de diversos parceiros, cada qual contribuindo com algum recurso”.

 

Questão de pesquisa

Quais são os maiores obstáculos da gestão de projetos de forma remota?

 

Objetivo geral da pesquisa

Identificar desafios de trabalho na forma remota, ou seja, de pessoas que trabalham fisicamente distantes e por meio de tecnologia.

 

Metodologia

Inicialmente buscou–se obter nas referências bibliográficas sobre gestão de projetos e desafios remotos e gestão de pessoas embasamento necessárias para a construção de um questionário de pesquisa quantitativa aplicada a profissionais que estejam ou não trabalhando nessa modalidade de Trabalho Remoto.

Com a pesquisa bibliográfica obteve-se o embasamento teórico necessário ao assunto pesquisado, identificando desafios e benefícios para essa modalidade de trabalho. Conforme De Macedo (1995, p. 11) “é o processo de obter soluções fidedignas para um determinando problema, por meio de coleta planejada e sistemática, análise e interpretação de dados”.

Escolheu-se uma survey como método de obtenção de informações relevantes para esse trabalho por ser realizada com profissionais que consigam colocar pontos que sejam importantes para obtenção de dados e conclusão desse trabalho. Como definição de survey, Visser (2000, p. 1) “a pesquisa survey é um tipo específico de estudo de campo que envolve a coleta de dados de uma amostra de elementos extraída de uma população bem definida por meio do uso de um questionário”.

Expõe-se na conclusão, de forma clara, o paralelo realizado entre as referências bibliográficas juntamente com o resultado da pesquisa empírica.

 

 

Fundamentação Teórica

 

O que é um projeto e seus interessados

 

          Um projeto pode ser identificado por uma tarefa que tem hora para começar e terminar, de acordo com Guia PMBOK (2017, p. 4), “um projeto é um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado único com começo, meio e fim”.            
          A partir do momento em que se tem um objetivo a ser alcançado precisa-se de gestão e é por meio dela que conseguirá alocar todos os recursos da melhor forma possível, economizando tempo e dinheiro. Conforme diz Kerzner (2006, p. 02):

[...] os projetos geralmente são medidos segundo orçamento, cronograma, escopo ou qualidade. O gerenciamento de benefícios como um conceito, no entanto, prioriza mais o valor real que os projetos são capazes de gerar para o cliente final... a medição do sucesso de um projeto vem de um usuário final: a solução atendeu a necessidade do usuário?[...]

 

            Define Maximiano (2007, p. 120); “[...] objetivos são resultados desejados, que orientam o intelecto e ação. São os fins, propósitos, intenções ou estados futuros que as pessoas e as organizações pretendem alcançar, por meio da aplicação de esforços e recursos.[...]”. Ainda sobre projetos, no Guia PMBOK (2017, p. 4), “projetos são empreendidos em todos os níveis organizacionais. Um projeto pode envolver um único indivíduo ou um grupo. Um projeto pode envolver uma única organização ou múltiplas unidades organizacionais de múltiplas organizações.”

          Gerir um projeto é controlar o escopo, tempo, indicadores, prazos, custos, fazer com que tudo seja entregue e monitorado dentro do prazo de entrega e em sintonia com os Stakeholders. Segundo Keeling (2017, p. 14), “os interessados (Stakeholder em inglês) são as pessoas que, de alguma forma, serão (ou se consideram) afetadas pelo projeto, seja de forma positiva ou negativa. A lista pode ser muito diversificada e de tamanho considerável”.

Ainda sobre gerenciamento de projeto e sua importância, no Guia PMBOK (2017, p. 10):

O gerenciamento de projetos é a aplicação de conhecimentos, habilidades, ferramentas e técnicas às atividades do projeto a fim de cumprir os seus requisitos. O gerenciamento de projetos é realizado por meio da aplicação e integração apropriadas dos processos de gerenciamento de projetos identificados para o projeto. O gerenciamento de projetos permite que as organizações executem projetos de forma eficaz e eficiente.

 

          Kerzner (2006, p. 1) afirma que “um dos benefícios de realizar o planejamento estratégico voltado a gestão de projetos é que normalmente traz à tona necessidade de identificar e reter as melhores práticas.”

          Ainda sobre projeto, Cruz (2013, p. 9), afirma que:

Um projeto é um esforço não repetitivo aplicado para criar um produto, serviço ou atingir um resultado claro e bem definido. Sua principal característica é ter início, meio e fim e ser conduzido por pessoas que executarão eventos lógicos e sequenciais dentro de restrições predefinidas como tempo, custo e recurso.

 

          Dentro do projeto, tem-se o processo, que pode ser caracterizado como tarefas menores que juntas chegam ao resultado completo e nele, tem-se vários papéis que auxiliam para seja concluído com êxito a tarefa proposta. Segundo Cruz (2013, p. 21):   

Em um projeto convencional é preciso gerenciar de forma independente, porém integrada, os riscos, o escopo, os prazos, o orçamento, os custos, as aquisições, os recursos humanos e outras áreas. A maioria dos projetos, na maior parte do tempo, necessita desses gerenciamentos, incluindo planejamento, execução, acompanhamento, monitoramento e encerramento.

 

Trabalho Remoto e seus desafios

         

          O trabalho remoto é uma prática que muitas empresas utilizam para facilitar o dia-a-dia do colaborador, muitas colocam como benefício alguns dias de home office. O grande desafio de como atingir a eficácia de seus projetos de forma remota é se reinventar e isso é possível devido ao avanço das ferramentas tecnológicas e globalização. Para Chiavenato (2008, p. 37):

Na era da informação, as organizações requerem agilidade, mobilidade inovação e mudança necessária para enfrentar as novas ameaças e oportunidades em ambiente de intensa mudança e turbulência. Os processos organizacionais – os aspectos dinâmicos – tornam-se mais importantes do que os órgãos – como departamento ou divisões – tornam-se provisórios e não definitivos, os cargos e funções passam a ser definidos e redefinidos em razão das mudanças no ambiente e na tecnologia, os produtos e serviços passam a ser continuamente ajustados às demandas e necessidades dos clientes.  

 

          O que não se esperava, devido à pandemia da COVID 19, era que fosse necessário adequar tão rapidamente esse modelo em poucas semanas para que as empresas conseguissem continuar com seus trabalhos e isso foi possível apenas com todas as ferramentas disponíveis de gestão, tecnologia, globalização e empenho entre os envolvidos.

          Segundo Chiavenato (2004, p. 07), “Todo processo produtivo somente se realiza com a participação conjuntiva de diversos parceiros, cada qual contribuindo com algum recurso”.

          Apesar de ter um início com muitas críticas e resistência, o modelo de trabalho foi tão aceito que muitas empresas irão colocar em suas atividades essa opção. Um fato que deixou essa forma mais atrativa são as grandes transformações trazidas pelas tecnologias e pela internet. Os meios de comunicação se expandiram de uma forma muito atrativa as novas ferramentas permitem diálogo instantâneo e a realização de tarefas fora do ambiente da empresa.

          Apontado por Haubrich e Bitencourt (2000, p. 181) os maiores benefícios e desafios encontrados dentro da modalidade do trabalho remoto:        

Os benefícios da adoção do home office são: facilidade de concentração; flexibilização; produtividade; possibilidade de contratar profissionais de qualquer local; redução de despesas na estrutura; qualidade de vida; e eliminação do tempo de deslocamento. Os desafios do home office são: cultura organizacional; falta de comprometimento; indisciplina; aspectos comportamentais que podem ser identificados nos processos seletivos; e falta de contato físico com os demais integrantes da empresa, que pode ser amenizada por meio de reuniões com uso de tecnologias.

 

          Essa nova forma de trabalho permite uma qualidade de vida melhor para os colaboradores que perdem muito tempo com deslocamento, há uma diferença considerável nos custos da empresa e maior produtividade. De acordo com o Guia PMBOK, (2017, p. 377):

O objetivo das atividades de construção da equipe é ajudar membros individuais da equipe a trabalhar juntos de maneira eficaz. As estratégias de construção da equipe são especialmente valiosas quando os membros trabalham em locais remotos, sem o benefício do contato presencial.


          A tendência hoje é trabalhar de qualquer lugar do mundo, há pessoas que executam suas atividades nos seus lares ou atuam em escritórios da empresa ou vão na empresa apenas para atividades ou situações extraordinárias. Pode-se se reportar ao seu gestor em uma estrutura localizada em qualquer cidade, estado ou país. Fica claro que para isso ocorra, os colaboradores precisam estar alinhados com os objetivos e os resultados da organização e motivados para ajudar a empresa a alcançar os resultados desejados com muito comprometimento, foco, organização, gestão de tempo e o estabelecimento de uma rotina. Um dos maiores desafios é manter o engajamento das equipes.

 

Trabalho remoto X home office?

 

          Há uma diferença significativa dentro desses temas abordados. Entende-se por trabalho remoto a prestação de serviço que é feita à distancia. Esse trabalho pode ser realizado em qualquer lugar do mundo. O home office é preciso que se trabalhe de casa.          

          Para Haubrich e Bitencourt (2000, p. 179) “o teletrabalhador é chamado de nômade, pois trabalha de qualquer lugar e a qualquer horário. Acredito que esse formato de trabalho é o futuro”.

          Outra definição de Haubrich e Bitencourt (2000, p. 169) “o home office surgiu há mais de 50 anos, proporcionando mudança na forma de execução do trabalho, no qual as pessoas exercem suas atividades em casa, mantendo o vínculo com a organização.

          Assim, entende-se que home office é uma forma de trabalho remoto. Algumas empresas já contratam colaboradores do modelo de remoto, porém com o cenário pandêmico o home office teve de ser adaptado de forma rápida e eficaz.

         

Equipes de trabalho remoto

 

O trabalho remoto vem sendo aplicado em diversas modalidades dentro do mercado de trabalho e ganhando espaço. A contratação pode ser por meio de home office, onde a empresa disponibiliza ferramentas para que o colaborador consiga desenvolver a sua atividade remotamente ou por meio de freelancers, que indica geralmente contratação temporária de um determinado serviço ou projeto. O líder tem um papel fundamental dentro do trabalho remoto entre seus liderados que é de alcançar o resultado desejado.

          É importante que a equipe esteja alinhada com as demandas e prazos a fim de alcançar o objetivo, conforme o Guia PMBOK,(2017, p. 35):

A equipe do projeto precisa ser capaz de avaliar a situação do projeto, equilibrar as demandas e manter uma comunicação proativa com as partes interessadas a fim de entregar um projeto bem sucedido. Quando o negócio tem um alinhamento constante com o projeto, suas chances de sucesso aumentam consideravelmente porque o projeto está sempre alinhado com a direção estratégica da organização.       

O engajamento das equipes juntamente com a empresa faz com que esse modelo de trabalho          seja eficaz, onde o papel do líder é de extreme relevância. Para Guimarães (2012, p. 22) “o líder eficaz é aquele capaz de ajudar os liderados a identificarem suas próprias necessidades e de conduzi-los à satisfação. A principal função do líder é levar os outros a liderarem a si mesmos, ou seja, desenvolver autoliderança”. Afirma Bateman e Snell (2013, p. 12) que “gestão é o processo de trabalhar com pessoas e recursos para atingir metas organizacionais. O bons gestores fazem isso de maneira eficaz e eficiente.”

Percebem-se muitas vantagens nesse modelo de trabalho quando há engajamento com todas as partes envolvidas (empresa, colaborador e líderes). Um dos maiores ganhos de um programa de trabalho remoto é o aumento nos índices de rendimento das pessoas que trabalham em casa, economia com aluguel e despesas gerais de escritório e mesmo pós a pandemia, há estudos que mostram que o trabalho remoto deve permanecer em diversas atividades. Serão criadas salas de reunião, e postos de trabalho rotativos com uso de ferramentas de gestão on-line como Zoom, Microsoft Teams, Google Meet, Skype, Go to Meeting e WhatsApp, para essas atividades.

Guimarães (2012, p. 25) afirma que “a base da liderança eficaz é a compreensão de sua missão e também da missão da empresa: é saber defini-las e comunicá-las de forma clara; é estabelecer metas, prioridades e padrões; é transmiti-las e conseguir influenciar e convencer”.

Vale ressaltar a crescente movimentação e possibilidades de novas carreiras para os nômades digitais, que podem trabalhar de qualquer lugar no mundo de forma remota.

Não é necessário a presença física para que a atividade seja bem desenvolvida, basta alinhamento. Conforme o PMI (2017, p. 35) “quando o negócio tem um alinhamento constante com o projeto, suas chances de sucesso aumentam consideravelmente porque o projeto está sempre alinhado com a direção estratégica da organização.”

Para um bom trabalho independente dele ser remoto ou presencial, para que exista harmonia em uma equipe, é necessário, que se tenham normas bem definidas, objetivos e metas comuns, e seja esperado o mesmo resultado.

 

Dificuldades

 

          Mesmo trazendo muitos benefícios, o trabalho de forma remota apresenta dificuldades, pois é necessário comunicação, motivação, gestão de tempo, capacidade de desenvolver e capacitar profissionais, clima organizacional, tecnologia e inovação, maturidade com as entregas, marketing pessoal, entre outros.

          Por ter acontecido tudo muito rápido, a falta de planejamento para adaptação também foi desafiador, conforme diz Chiavenato (2005, p. 54):

 As modernas abordagens em plena Era da Informação privilegiaram aspectos organizacionais como simplicidades, agilidade, flexibilidade, trabalho em equipes e células de produção, unidades autônomas, além de aspectos culturais como ampla participação, comprometimento, focalização no cliente interno e externo, orientação para metas e resultados, busca da melhoria constante e da excelência.

 

          Outro fator primordial é a confiança entre gestor e colaborador. Destaca-se também a inexistência de uma política clara e metas para que cada um possa desenvolver seu papel adequadamente.

          Conclui Chiavenato (2005, p. 68) “as organizações funcionam como sistemas, isto é, como conjuntos integrados de atividades que agregam valor e criam riqueza. Mais do que isso, elas servem à sociedade e satisfazem necessidades variadas convertendo insumos em resultados como produtos e serviços”.

          Marchiori (2018 p.33) diz que:

Sabemos que não é de uma hora para outra que tudo é substituído. Isso quer dizer que, mesmo com a rede de informações, ainda existem organizações trabalhando em padrões totalmente difundidos e conhecidos do sistema organizacional. O que devemos fazer é visualizar as novas tendências, transportando-as para a realidade de cada organização, adaptando-se e tornando-se fonte de renovação e sucesso empresarial.

Comunicação

 

          Comunicação, grande desafio dentro das equipes atualmente,  exemplificada por Ferreira (2000, p. 170) diz “ato ou efeito de comunicar (-se), processo de emissão, transmissão e recepção de mensagens por meio de métodos e/ou sistemas convencionados, [...], a capacidade de trocar ou discutir ideias, de dialogar com vista a um bom entendimento de pessoas.”          Boa parte das empresas buscam ferramentas eficientes de gerenciamento e comunicação. Definir regras, horários e canais de comunicação são primordiais para um resultado de positivo dentro da Gestão de Projetos. Para Marchiori (2018, p. 12):

A comunicação adquiriu notoriedade no campo da gestão organizacional graças ao seu caráter estratégico, que vem sendo reconhecido especialmente pelas empresas que propõem acompanhar as transformações e abrir suas portas para diferentes públicos com os quais se relaciona. Nesse contexto, a atitude empresarial interna é condição fundamental para o êxito desse processo.

 

          Definir horários para reuniões e feedbacks também são itens relevantes, visto que a partir da definição destes consegue-se uma maior gestão em relação a organização do tempo e também a facilidade de conteúdos para comunicação daquele call. Conforme afirma Krohling (2006, p. 02):

As organizações em geral, como fontes emissoras de informações para seus mais diversos públicos, não devem ter a ilusão de que todos os seus atos comunicativos causam efeitos positivos desejados ou que são automaticamente respondidos e aceitos da forma como foram intencionados. É preciso levar em conta, os aspectos relacionais, os contextos, os condicionamentos internos e externos, bem como a complexidade que permeia todo processo comunicativo. Daí a necessidade de ultrapassarmos a visão meramente mecanicista da comunicação para uma visão mais interpretativa e crítica.


          Toda a equipe é composta por diferentes indivíduos, sendo importante estar consciente das diversas maneiras como influencia e distorce as informações sobre o outro e o ambiente que nos cerca. Comunicação entre todos envolvidos é fundamental, bem como definir com clareza os objetivos a serem alcançados e criar condições que favoreçam a transformação individual e da equipe, assim a atividade a ser desenvolvida terá mais êxito.

 

Motivação

 

Uma outra grande dificuldade nas equipes é a motivação dentro do trabalho. Os ambientes precisam que o centro de relações da empresa preze ética, respeito mútuo, confiança e lealdade entre a equipe. Define-se motivação para Ferreira (2000, p. 473) como “ato ou efeito de motivar, exposição de motivos ou causas. Conjunto de fatores, os quais agem entre si, e determinam a conduta de individuo” e motivar como “dar motivo a causa, despertar o interesse por (aula, conferencia, atividade etc.) ou de alguém”.

Para Ferreira (1999, p. 1371), motivação é o “conjunto de fatores psicológicos (conscientes ou inconscientes) de ordem fisiológica, intelectual ou afetiva, os quais agem entre si e determinam a conduta de um indivíduo”.

          Assim a motivação, refere-se a comportamentos que cada indivíduo tem dentro de si para realizar uma determinada atividade e o ambiente em que está situado tem total interferência em suas ações e atividades. Nogueira (2012, p. 146) diz que “A motivação é indicada como um dos temas mais desafiadores na gestão de pessoas que trabalham de forma remota”.       
          A teoria motivacional mais conhecida é a de Maslow que está baseada na hierarquia das necessidades humanas: necessidades fisiológicas, necessidades de segurança, necessidades de amor e relacionamentos, necessidades de estima, necessidades de realização pessoal. Para Maslow (1975, p. 63) “o indivíduo é um todo integrado e organizado. Por consequência, não se pode falar da motivação de um órgão (a boca, o estomago ou a genitália), mas apenas da motivação da pessoa com um todo.”

Conforme Bueno (2002, p. 5): “a motivação é uma condição fundamental e indispensável para o alcance dos objetivos pessoais do trabalho, das organizações e dos países”. Sem ela, dificilmente se alcançará algum objetivo, Bueno (2002, p. 7), entende que:         

A motivação como uma energia, uma tensão, uma força, ou ainda, um impulso interno aos indivíduos. Sobretudo, o que é relevante considerar é a motivação interior de cada indivíduo e leva-o a agir espontaneamente para alcançar determinado objetivo. Assim, não é possível motivar uma pessoa, o que é possível é criar um ambiente compatível com os objetivos da pessoa, um ambiente no qual a pessoa se sinta motivada.

 

Assim, percebe-se a importância de manter o ambiente de trabalho bom e motivador para que toda a equipe possa se motivar de forma individual. Que o ambiente seja propício para melhor atingir o objetivo de todos envolvidos (colaborador e empresa).

 

Gestão de tempo

 

Tempo é um recurso básico para o sucesso, por meio dele consegue-se estruturar as atividades e alcançar o objetivo da melhor forma possível. Conforme Barcaui, (2015 p. 15) “o gerenciamento do tempo vai desde a definição de atividades, sequenciamento, definição de recursos por atividade, estimativa de duração e montagem até controle do cronograma.”

Drucker (2001, p. 91) diz que:     

Os trabalhadores de conhecimento eficazes não começam pelas tarefas. Começam pelo tempo. E não começam pelo planejamento. Começam descobrindo em que eles realmente empregam seu tempo. Então tentam administrar seu tempo e eliminar as exigências improdutivas sobre ele. Finalmente, consolidam o tempo disponível nos períodos mais extensos e contínuos possíveis. Este processo de três etapas: registrar o tempo disponível, administrar o tempo e consolidar o tempo.  

 

A gestão do tempo pode ser definida como o processo de organizar e planejar a divisão do tempo entre as atividades específicas, ou seja, é um processo de priorização e organização de tarefas que envolvem planejamento e priorização de tarefas. Conforme aponta Bird (2020, p. 35) “a gestão do tempo consiste em registrar, controlar e melhorar a utilização do seu tempo. Assim que souber como é geralmente despendido o seu tempo, poderá tomar decisões importantes sobre como utiliza-lo melhor.”

          Conforme Bateman e Snell (2013, p. 20):

“Precisamos aprender a liderar equipes de maneira eficaz e a influenciar pessoas sobre as quais não temos autoridade”. Por isso, as habilidades humanas são de especial importância. Atualmente, as pessoas no mundo dos negócios falam em inteligência emocional que combina com três categorias de habilidade:         
1. Autoconhecimento – inclusive pontos fortes e fracos.

  1. Autogestão – lidar com as emoções, tomar decisões, procurar e usar feedback, exercer autocontrole.
  2. Lidar com os outros de maneira eficaz – ouvir, demonstrar empatia, motivar, liderar, e assim por diante.”

Feita de forma eficiente os resultados atingidos serão satisfatórios, afinal tempo é prazo de entrega. Para Barcaui, (2015 p. 8):

Gerenciamento de projetos é um assunto sério. Muito se investe em treinamento, processos, ferramentas e estruturas para aumentar a maturidade de um ambiente de gerenciamento. Mas é possível observar uma série de problemas ligados a essa prática. Muitos estão relacionados a uma das variáveis mais imponderáveis e implacáveis de todas: o tempo.

Algumas atividades podem ajudar no gerenciamento do tempo como: definir atividades, estimar a duração para realizar a atividade, elaborar e controlar cronograma, Bird (2020, p. 30) diz que “gerir o tempo traduz-se num aumento da produtividade ao mesmo tempo que passa a controlar o que faz e quando faz”.

 

Desenvolver e Capacitar profissionais

 

          Um fator relevante é desenvolver e capacitar profissionais, Mendes (2015) afirma que encontrar um profissional com todas as qualificações necessárias para o cargo está cada vez mais difícil e que há várias maneiras de ensinar o colaborador para determinada tarefa, os treinamentos e programas de educação devem ser realistas, práticos e concentrarem-se na missão e visão da organização.

          Como as mudanças e atualizações foram rápidas e constantes nesse cenário pandêmico e as organizações além de se adequarem, também ensinaram seus colaboradores. Botti (2012, p. 1) afirma que “grande é a importância do preceptor como educador, oferecendo, ao aprendiz, ambientes que lhe permitem construir conhecimentos.”

 

Clima Organizacional

 

          Conforme Bateman e Snell (2013, p. 38): “se os gestores não entenderem como o ambiente afeta a empresa, ou não puderem identificar as oportunidades e ameaças que tendem a ser importante, sua capacidade de tomada de decisão e execução de planos ficará seriamente comprometida.”

          O clima organizacional retrata a empresa e influencia diretamente na produtividade. As empresas buscam tornar a cada dia mais seu ambiente leve, agradável, colorido e descontraído. Segundo Chiavenato (1994, p. 53), “o clima organizacional é favorável quando proporciona satisfação das necessidades pessoais dos participantes, produzindo elevação do moral interno. É desfavorável quando proporciona frustração daquelas necessidades”.

          De Oliveira (2008, p. 2) diz que:

O clima organizacional por ser visto, também, como um conjunto de fatores que interferem na satisfação ou descontentamento no trabalho. Entende-se por fatores de satisfação aqueles que demonstram os sentimentos mais positivos em ralação ao trabalho, tais como: a realização, o reconhecimento, o trabalho em si, a responsabilidade e o progresso. Por fatores de descontentamento, temos aqueles que contribuem com uma conotação negativa, do ponto de vista do colaborador. Tais como: as políticas e administração, a supervisão, o salário e as condições de trabalho.

 

          De Oliveira (2008, p. 3) também afirma que clima organizacional “é um conjunto de causas que interferem no ambiente de trabalho. As causas podem variar de acordo com os níveis culturais, de comunicação, econômicos e psicológicos dos indivíduos”.

 

Tecnologia e Inovação

 

          Um ponto muito importante dentro de uma organização é fazer com que o processo pela busca de tecnologia e inovação façam parte do planejamento de uma empresa. Estar atento às mudanças e adaptar seus serviços à situação atual otimizando os processos. Para Bateman e Snell (2013, p. 9):

Inovação é a introdução de novos bens e serviços no mercado. Sua empresa precisa adaptar-se a mudanças das demandas dos consumidores e a novos consumidores. [...] A globalização e os avanços da tecnologia fizeram acelerar o ritmo das mudanças e, portanto, a necessidade de inovação.

 

          Segundo Bateman e Snell (2013, p. 31) “com a evolução tecnológica, desenvolvem-se novos setores, mercados e nichos competitivos. Os avanços tecnológicos também permitem que as empresas entrem em mercado que, na sua ausência estariam fechados para elas [...]”. As inovações tecnológicas apresentam ferramentas eficientes a fim de facilitar o processo.

          A junção de ferramentas de gestão, tecnologia e globalização contribuíram para que esse modelo de trabalho se adaptasse rapidamente a necessidade global de isolamento. Conforme diz Chiavenato (2005, p. 74) “a globalização leva em conta leis, culturas, economias, políticas e tecnologias dos demais países envolvidos como se esses componentes fizessem parte do ambiente mais próximo de cada organização.”

 

 

 

Survey

 

Conforme se observou na fundamentação teórica, para entender as vantagens e desvantagens do modelo de trabalho remoto e seu significativo avanço que se teve no momento de COVID 19, foi aplicado um questionário para profissionais que trabalham de forma remota, aplicaram o home office ou não se enquadraram em nenhuma das modalidades, dentro dos contatos da autora deste trabalho, que tem em sua rede de contatos um número expressivo de profissionais da área de projetos.

O questionário foi elaborado na plataforma Google e constou oito perguntas fechadas e abertas, o mesmo enviado de forma eletrônica para amigos e conhecidos por meio do aplicativo WhatsApp e também publicado na página profissional Linkedin por meio do perfil linkedin.com/in/suelenmari. Esse link ficou disponível no período de 21/09/2020 até 27/09/2020. Puderam participar pessoas que trabalham ou não remotamente. Obteve-se uma amostra de 117 respostas.

O teor das perguntas desse questionário e as respostas obtidas são apresentadas a seguir.

Pergunta 1: Você já trabalhou de forma remota antes da pandemia? Caso sua alternativa seja negativa por favor desconsiderar o restante do questionário.

Figura 01 – resultados da pergunta 01

Fonte: autora


          Os resultados para essa pergunta estão demonstrados no gráfico da figura 01, Percebeu-se que mais de cinquenta por cento das pessoas que responderam o questionário já trabalharam de alguma forma remotamente e que vinte e sete por cento conheceram apenas agora, na pandemia, o trabalho remoto e vinte e dois por cento não desenvolveram seu trabalho remotamente, para essas pessoas foi solicitado para que não respondessem as demais perguntas.  
          Percebeu-se que mais de cinquenta por cento das pessoas que responderam o questionário já trabalharam de alguma forma remotamente e que vinte e sete por cento conheceram apenas agora, na pandemia, o trabalho remoto e vinte e dois por cento não desenvolveram seu trabalho remotamente, para essas pessoas foi solicitado para que não respondessem as demais perguntas.

A partir da definição de pessoas que trabalhavam remotamente, foi questionado a quantidade de vezes que desenvolviam essa jornada de trabalho, cinquenta e oito por cento afirma que trabalha remotamente de quatro a cinco vezes por semana.                

Pergunta 2: Quantas vezes por semana você trabalha remotamente?        

Figura 02 – resultados da pergunta 02

Fonte: autora

A próxima questão levanta dados relevantes sobre os desafios encontrados dentro do trabalho remoto, teve questionário aberto e fechado, dessa forma identificaram-se questões não mencionadas ou previstas, pode –se indicar mais de uma resposta e também acrescentar alguma questão que se julgou pertinente.

Pergunta 3: Qual maior desafio no trabalho remoto? Você poderá assinalar mais de uma questão.

Figura 03 – resultados da pergunta 03

Fonte: autora         
          Adaptar o local em casa foi apontada como a maior dificuldade entre as pessoas que responderam o questionário, logo após a gestão do tempo com quarenta por cento. Outros pontos relevantes foram a comunicação com a equipe e o clima organizacional.       
          Nas questões abertas conciliar os filhos com o trabalho também teve destaque. E também a falta de comunicação e a interação com colegas da equipe.

Levando em consideração que o trabalho home office foi novidade para muitos, levantou-se a questão de custos.      
          Pergunta 4: A empresa para qual trabalha ajudou com algum custo para essa nova realidade? 

Figura 04 – resultados da pergunta 04

Fonte: autora

Observou-se que para toda essa adaptação, setenta e cinco por cento afirmaram que não tiveram nenhuma ajuda em relação ao custo do trabalho remoto.

Para identificar quais custos ou benefícios que as empresas oferecem quando seu colaborador trabalha em casa, aplicou-se o questionário de forma aberta

Pergunta 5: Se sua resposta foi sim, quais custos?

 As respostas agrupadas foram: crédito de um valor para ajuda de custo com internet e energia elétrica, vale refeição em dinheiro, ferramentas remotas para melhor desempenho, equipamentos eletrônicos, cadeira adequada, ajuda de custo para água, transformaram o vale transporte como ajuda de custo, empréstimo de monitores.

Pergunta 6: Você gostou desse modelo de trabalho?

Figura 05 – resultados da pergunta 06

Fonte: autora

 

Além das dificuldades, também se levou em consideração os benefícios desse modelo de trabalho e setenta e nove por cento identificou que gostou dessa modalidade e vinte por cento não gostou do home office.

Dos que responderam positivamente sobre gostar do trabalho remoto, aplicou-se questionário aberto e fechado, dessa forma identificaram-se questões não mencionadas ou previstas, e além indicar mais de uma resposta puderam acrescentar alguma alternativa que julgaram pertinentes.

Pergunta 7: Quais foram os maiores benefícios no modelo de trabalho remoto?

Figura 06 – resultados da pergunta 07

Fonte: autora

         

          Oitenta por cento reduziu seu tempo com deslocamento, cinquenta e quatro por cento identificaram economia com transporte, cinquenta e dois por cento ficaram mais tempo com a família, horário flexível teve destaque com quarenta e oito por cento e quarenta e três por cento identificou um aumento de produtividade.         
          Além de identificar os pontos positivos e desafios, buscou-se uma previsão se esse modelo de trabalho poderá ficar no dia-a-dia das pessoas, após o período da pandemia.

Pergunta 8: Depois que acabar a pandemia, você acredita que continuará trabalhando remotamente?

Figura 07 – resultados da pergunta 08

Fonte: autora

         
          Apenas trinta e três por cento respondeu que o trabalho remoto não permanecerá. Trinta e um por cento acredita que trabalhará remotamente de uma a duas vezes por semana. Vinte e dois por cento acreditam que trabalharão de três a quatro vezes e doze por cento diz que o home Office será de forma integral, ou seja, todos os dias da semana.

 

 

 

 

Discussão

 

A forma de trabalho remoto é aplicada a muito tempo como observou-se no decorrer do trabalho. A pandemia ressaltou o home office que teve uma rápda adaptação por parte das empresas e colaboradores para que conseguissem concluir seus trabalhos.

          Essa forma trouxe vários benefícios e também muitos desafios, tais quais: adaptar o local em casa, tecnologia de ponta com equipamentos de casa; comunicação; motivação; clima organizacional. Segundo Amigoni e Gurvis (2009, e-book, p. 700) “existem características para trabalhadores remotos, que variam de acordo com a atividade exercida. [...] focado em resultados, metas e objetivos; excelente comunicação; não haver muita supervisão; adaptável; organizado; gerenciar tempo”.        
          Por outro lado, identificou-se muitas vantagens na forma remota, ou seja, de pessoas que trabalham fisicamente distantes e por meio de tecnologia, tais como: dução de tempo com deslocamento, economia com transporte, ficar mais tempo com a família, horário flexível e aumento de produtividade.

          Para Nogueira (2012, p. 148):

Mesmo com toda essa facilidade tecnológica, as contradições do trabalho flexível e remoto dadas pela redução de custos da força de trabalho e o desempenho produtivo requerido no processo estão colocadas e podem gerar dificuldades adicionais nas relações e operações do trabalho remoto.

         
          Acredita-se que buscar o equilíbrio entre ambos tende a ser benéfico para a empresa e para o colaborador, se todos buscarem conciliar os pontos positivos aceitando e tratando os negativos, o trabalho remoto tende a ser promissor dentro das empresas no cenário atual, fazendo assim com que a modalidade home office esteja presente cada vez mais no mundo coorporativo.        

 


 

 

Conclusão

 

Observou-se que a gestão de projetos remotos foi de grande aprendizado diante do cenário mundial, o mundo corporativo foi obrigado a modificar as suas atividades de forma rápida e estratégica para não perder sua produtividade, assim, temos como maiores obstáculos da gestão de projetos de forma remota apontados pelo questionário, a gestão do tempo, a comunicação com a equipe e o clima organizacional, e complementados pelo referencial teórico, a motivação, tecnologia e capacitação de profissionais.            
          Uma grande aliada foi a tecnologia: internet, máquinas de ponta e ferramentas de gestão que para esse momento fez com que conseguisse fazer a adaptação. Mesmo diante de muitos obstáculos a serem superados entre a empresa e o colaborador, porém com o desafio de fazer dar certo e conseguir entregar todos os projetos em seu devido prazo, o trabalho de forma remota ajudou e muito dentro do cenário de pandemia do COVID 19 e acredita-se que ele entrará ainda mais dentro do ambiente empresarial, mesmo após a pandemia, na qual o mundo está enfrentando.

O trabalho de forma remota também trouxe muitos benefícios: redução com deslocamento, economia com transporte, mais tempo com a família, horário flexível  e um aumento de produtividade.

          Futuramente, poderá observar o quanto a busca da flexibilidade do trabalho implicou em diversas modalidades de trabalho processados como trabalho remoto e teletrabalho e como ficará inserido no ambiente corporativo. Futuramente poderá pesquisar os avanços de ferramentas para a gestão remota, como deixar a comunicação mais assertiva ou até mesmo as mudanças que o teletrabalho trouxe para o mundo imobiliário, tecnológico e humano.


 

 

Referências

 

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Sobre a Autora

Suelen Mari

Formada em Administração com MBA em Gestão Empresarial e no momento concluindo a pós em Gestão de Projetos e Processos. Apaixonada por mudanças e desafios. Entrando no mundo da consultoria, especialista em Licitações . Gosto de mão na massa, produtos, metas, fazer análise gerenciais de relatórios/ dados e planos de ação, facilidade em resolver problemas, atendimento ao cliente, processos organizacionais, negociação e melhorias. Produto, tecnologia, inovação são minha inspiração.

 

 

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