O plano de negócio é uma importante ferramenta de planejamento utilizada para minimizar erros e simular viabilidade econômica e financeira para quem pretende empreender. O presente trabalho tem por objetivo elaborar um plano de negócio para verificar a viabilidade de produzir leite em uma pequena propriedade familiar. A metodologia usada foi a pesquisa bibliográfica e o plano de negócio utilizado como método de obtenção de dados, tendo em vista a principal questão envolvida nesta pesquisa, que requer o entendimento sobre viabilidade econômica. De acordo com os estudos realizados, chegou-se à conclusão que o negócio é inviável devido a rentabilidade anual negativa de -10,46% no cenário previsto e rentabilidade positiva apenas no cenário otimista. Assim conclui-se que produzir leite na propriedade economicamente não é viável.

INTRODUÇÃO

 

Empreender é uma atividade de extrema importância para a nossa sociedade e para a economia atual. As maiores empresas do mundo surgiram de ideias que colocadas em práticas se tornaram sustentáveis, e o mais importante, lucrativas. Segundo Wildauer (2011) empreendedorismo é a capacidade que uma pessoa possui de formular uma ideia sobre um determinado produto ou serviço em um mercado, seja essa ideia nova ou não.

 

Ajzental e Cecconello (2007) afirmam que em uma economia livre, a oportunidade para antigos e novos empreendedores está sempre aberta e é sempre bem-vinda. A competição induz desenvolvimento, novos conhecimentos, novas aplicações e benefícios à economia como um todo.

 

Para Dolabela (1999, p. 87) a “oportunidade é uma ideia que está vinculada a um produto ou serviço que agrega valor ao seu consumidor, seja através da inovação ou da diferenciação”. Portanto não basta apenas ter uma boa ideia, é preciso saber diferenciá-la de uma oportunidade.

 

No Brasil, segundo o SEBRAE/SP (2017) as micro e pequenas empresas assumem papel importante para as economias locais e regionais, contudo esses empreendimentos costumam encontrar dificuldades para sobreviver no mercado e alcançar um bom desempenho econômico.

 

Em estudo realizado em 2013, o SEBRAE/SP (2017) apontou que 24,4% delas fecham as portas com menos de dois anos de existência. E esse percentual pode chegar a 50% nos estabelecimentos com menos de quatro anos.

 

Uma das principais causas da baixa expectativa de vida das Micro e Pequenas Empresas no Brasil é a falta de planejamento e falha gerencial na condução do negócio.

 

Diante desse cenário antes de colocar uma ideia em prática é recomendado planejamento prévio, afinal o empreendedor não pode só contar com a intuição e com a sorte, pois assim ele corre grande risco de insucesso. É necessário pesquisa e planejamento, e para auxiliar nessa preparação de uma nova empresa/empreendimento podemos contar o a ferramenta do plano de negócios onde é realizado um estudo detalhado, visando minimizar os riscos e verificar a viabilidade do negócio do futuro empreendedor.

 

Conforme Silva e Buss (2011) o sucesso do pequeno empreendimento rural está cada vez mais relacionado ao seu envolvimento com o ambiente de negócios e sua capacidade de explorar ao máximo seus recursos. Contudo, verifica-se que há grandes deficiências na gestão destas empresas devido à falta de controle, planejamento e organização

 

Para Crepaldi (2005, p. 25), “a administração rural é o conjunto de atividades que facilitam aos produtores rurais a tomada de decisões ao nível de sua empresa agrícola, com o fim de obter melhor resultado econômico, mantendo a produtividade da terra.”

 

Dada a importância das atividades rurais e do planejamento em um ambiente extremamente competitivo e de constante evolução dos negócios, surge a necessidade de realizar estudos aprofundados e que sirvam como auxílio na tomada de decisões. Um bom planejamento antes de iniciar um novo negócio ou avaliar a continuidade de uma atividade já existente, traz sustentação e norteia o produtor na tomada de decisão, sendo mais assertivo.

 

plano de negócios é o instrumento ideal para traçar um retrato do mercado, do produto e das atitudes do empreendedor. É por meio dele que você terá informações detalhadas do seu ramo, produtos e serviços, clientes, concorrentes, fornecedores e, principalmente, pontos fortes e fracos do negócio, contribuindo para a identificação da viabilidade de sua ideia e da gestão da empresa (SEBRAE, 2013).

 

          Partindo desse princípio com tantas incertezas, variáveis, como o clima, que condiciona todas as atividades produtivas rural, implicando riscos, é indispensável que o produtor rural planeje suas atividades, busque informações, podendo assim optar por melhores decisões. Isto posto, o presente estudo será realizado em uma propriedade rural familiar no interior da Bahia.

 

Questão de pesquisa

 

Qual a viabilidade de produzir leite em uma pequena propriedade familiar na região de Caem Bahia?

 

Objetivo geral da pesquisa

 

Elaborar um plano de negócio para uma pequena propriedade familiar localizada na cidade de Caem-BA.

 

Justificativa

 

O objetivo dessa pesquisa é elaborar um plano de negócio que permita analisar dados e tomar decisões assertivas, evitando desperdício de tempo e investimentos mal sucedidos.

A escolha deste tema para elaboração do estudo deu-se pelo fato do proponente identificar-se e possuir envolvimento com esta atividade, sendo filho de agricultores.

A elaboração deste estudo é de grande valia, pois como proprietário, torna-se possível observar a viabilidade de retornar para gerenciar e trabalhar na propriedade a qual seus pais praticaram a agricultura familiar ao longo das suas vidas.

Como aluno do curso de Gestão de Projetos e Excelência nos Negócios, é o momento de aperfeiçoar o aprendizado adquirido no decorrer do curso, colocando em prática os conhecimentos teóricos, podendo assim ajudar a família, identificando um melhor gerenciamento da propriedade rural.

 

Metodologia

 

Albenides (2009, p.81) diz que a pesquisa é um procedimento formal com método, requer tratamento científico e se constitui no caminho para se conhecer a realidade ou para se descobrir a verdade/veracidade dos fatos/fenômenos/eventos, enfim, a construção do conhecimento.

A metodologia utilizada neste trabalho constou de pesquisa bibliográfica e um Plano de Negócio realizado em uma pequena propriedade familiar da cidade de Caem-BA.

Escolheu-se o plano de negócio como o método de obtenção de dados, tendo em vista a principal questão envolvida nesta pesquisa, que requer o entendimento sobre viabilidade financeira.

O autor desta pesquisa é proprietário, e tem acesso aos dados da propriedade.

 

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

 

Neste capítulo descreve-se a revisão bibliográfica com o intuito de fundamentar o conteúdo com as teorias descritas por outros autores, dando o embasamento necessário à realização dos objetivos. Segundo Vergara (2009, p. 29) “o referencial teórico tem por objetivo apresentar os estudos sobre o tema, ou especificamente sobre o problema, já realizada por outros autores”.

 

Empreendedorismo

 

As primeiras manifestações empreendedoras foram visualizadas desde as primitivas invenções e negociações. Dolabela (2006, p. 25), enfatiza que o “empreendedorismo não é um tema novo ou modismo, existe desde sempre, desde a primeira ação humana inovadora, com o objetivo de melhorar as relações do homem com os outros e com a natureza.”

 

Para Dornelas (2008) empreendedorismo é o envolvimento de pessoas e processos que, em conjunto, levam à transformação de ideias em oportunidades. E a perfeita implantação destas oportunidades leva à criação de negócios de sucesso.

 

Já para Chiavenato (2006, p.4) :                               

os empreendedores fornecem empregos, introduzem inovações e incentivam o crescimento econômico. Não são simplesmente provedores de mercadorias ou serviço, mas fontes de energia que assumem riscos em uma economia em mudança, transformação e crescimento. Continuamente, milhares de empreendedores inauguram novos negócios por conta própria e agregam a liderança dinâmica que conduz ao desenvolvimento econômico e ao progresso das nações. É essa força vital que faz pulsar o coração da economia.

 

O Empreendedorismo pode ser vinculado ao que Schumpeter (1985) descreve como a maior contribuição do empreendedor para a formação da riqueza de um país, num processo que por ele é chamado de “destruição criativa”.

A partir deste conceito afirma que toda e qualquer evolução na sociedade capitalista, independentemente, tem seu cerne nas modificações que o empreendedor impõe ao lançar novos produtos e serviços.

A partir daí, o termo empreendedor adquiriu um novo significado, tendo assim a sua figura claramente ligada à inovação, criação e desenvolvimento de novos modelos de negócios. Ainda segundo o autor, os empreendedores são capazes de substituir um produto já consolidado, geralmente mais caro e não tão eficiente, por um outro de custo menor e de eficiência senão maior, superior, identificando assim novas oportunidades de negócio, gerando mais riquezas, não rompendo totalmente com a estrutura mercadológica anterior.

 

Empreendedor

 

O conceito "Empreendedorismo" foi popularizado pelo economista Joseph Schumpeter (1985), como a base de sua teoria da Destruição Criativa. Segundo Schumpeter, o empreendedor é alguém versátil, que possui as habilidades técnicas para saber produzir, e capitalista, que consegue reunir recursos financeiros, organizar as operações internas e realizar as vendas da sua empresa.

 

Em uma definição básica, o empreendedor é aquele que cria e inicia algo novo, que sai na frente dos outros, que enxerga oportunidades onde ninguém vê; é determinado e não tem medo de correr riscos, conforme aponta Dolabela (2006).

 

O empreendedor, de acordo com Chiavenato (2006, p. 5),

é a pessoa que consegue fazer as coisas acontecerem, pois é dotado de sensibilidade para os negócios, tino financeiro e capacidade de identificar oportunidades. Com esse arsenal, transforma ideias em realidade, para benefício próprio e para benefício da comunidade. Por ter criatividade e um alto nível de energia, o empreendedor demonstra imaginação e perseverança, aspectos que, combinados adequadamente, o habilitam a transformar uma ideia simples e mal estruturada em algo concreto e bem-sucedido no mercado.

 

Silva (2013) menciona algumas características necessárias ao perfil de um empreendedor: Autoconfiança; Capacidade de trabalho; Independência; Capacidade de correr riscos controlados; Ser inovador; Capacidade de focalizar nos resultados; Ser lutador; Ser proativo; Capacidade de liderança; Humildade; Responsabilidade.

 

 

 

Complementando, Dolabela (2006) esclarece que estas características não nascem com o ser humano, a maioria se aprende e muitas são despertadas pela vontade de realizar o próprio sonho.

Partindo desse princípio, tendo o empreendedor o faro para o negócio alinhado com capacidade e desejo de empreender, é ideal envolver-se ativamente em todas as etapas desde o princípio.

 

Plano de Negócio

 

O termo em inglês business plan passou a ser traduzido e utilizado no Brasil como plano de negócio.

 Definição plano de negócio      

De acordo com Fonseca (2019) um plano de negócio consiste em um documento formal que contém informações acerca do conceito do negócio, dos riscos, dos concorrentes, do perfil dos clientes, das estratégias de marketing e, ainda, de todo o plano financeiro que vai viabilizar o novo negócio.

Nesse pensamento o SEBRAE (2013) define um plano de negócio como um documento que descreve por escrito os objetivos de um negócio e quais passos devem ser dados para que esses objetivos sejam alcançados, diminuindo os riscos e as incertezas. Um plano de negócio permite identificar e restringir seus erros no papel, ao invés de cometê-los no mercado.

Já Nakagawa (2011) define como um documento que explica uma oportunidade de negócio, identifica o mercado a ser servido e provê detalhes a respeito de como a organização planeja capturá-la. O autor cita ainda que para a função principal seja cumprida, as partes de um plano de negócio precisam responder dez questões básicas, como observado na Figura 1.

Figura 1 - Perguntas que um plano de negócio deve responder

Fonte: Nakagawa (2011)

 

 

 

 

A importância do plano de negócio para as empresas

 

          Um plano de negócio diminui riscos, da base de sustentação para a empresa, mostra caminhos a serem seguidos e facilita alcançar objetivos.

          Através de um plano de negócio o futuro empreendedor pode fazer simulações e observar os possíveis erros que seriam cometidos na prática e o mais importante verificar a viabilidade do negócio.

Estrutura de plano de negócio.

É possível observar no Quadro 1 que não existe um padrão quanto a elaboração do plano de negócio, varia de acordo com o empreendedor e seguimento escolhido.

Quadro 1 - Estruturas de planos de negócio sugeridas pelas principais referências no Brasil.

Fonte: Autor

 

 

Segundo Dornelas (2005, p. 100),

 

não existe uma estrutura rígida e específica para se escrever um plano de negócios, pois cada negócio tem particularidades e semelhanças, sendo impossível definir um modelo padrão de plano de negócios que seja universal e aplicado a qualquer negócio. [...] Mas, qualquer plano de negócios deve possuir um mínimo de seções as quais proporcionarão um entendimento completo do negócio.

 

Ou seja, o mais importante é situar o leitor a respeito do plano que deseja mostrar, deixando claro qual é a ideia e como será planejado e implantado.

 

A Figura 2, a seguir, ilustra o processo de elaboração de um Plano de Negócio:

 

Figura 2 - Processo de elaboração de um plano de negócio

 

Fonte: Autor

 

 

O sucesso no empreendedorismo muitas vezes não está ligado ao acaso, tentativas e erros, o sucesso está relacionado a forma o qual o seu planejamento foi concebido.

 

Diante disso percebe-se a necessidade de salientar que um Plano de Negócio é de suma importância para quem tem uma ideia e pensa em empreender, assim como tem sua importância em negócios já existentes.

 

Em relação a esse Plano de negócios, o SEBRAE/DF (2013) identifica as principias elementos de cada um dos itens do Quadro 1 como sendo:

Sumário Executivo:

O sumário executivo é um resumo do Plano de Negócio, o objetivo é retratar o negócio que irá empreender. Nele deve conter os principais pontos tais como dados dos empreendedores, experiência profissional e atribuições, dados do empreendimento, missão da empresa, setores de atividade, forma jurídica, enquadramento tributário, capital social e fontes de recursos.

 

Análise de mercado:

A análise de mercado deve abranger três temas: Estudo de clientes, Estudo dos concorrentes e Estudo dos fornecedores.

No estudo dos clientes possibilita a identificação das características gerais dos clientes, se pessoa física ou jurídica, interesses e comportamentos, o que leva a pessoa a comprar e onde estão localizados os possíveis clientes.

O estudo dos concorrentes possibilita aprender lições importantes que servem como referência. Através do estudo dos concorrentes é possível observar peço cobrado, condições de pagamento, prazos, atendimento prestado, serviços disponibilizados, garantias.

Também é possível observar se há espaço no mercado para todos inclusive você.

O estudo dos fornecedores permite verificar o quão fácil ou difícil será encontrar tal matéria-prima ou serviço. Tenha sempre mais de um fornecedor.

 

Plano de Marketing:

O plano de marketing deve conter a descrição dos principais produtos e serviços, o preço o qual o consumidor está disposto a pagar por tal mercadoria ou serviço, a estratégia promocional, ou seja, como será a divulgação, a estrutura de comercialização e a localização do negócio.

 

Plano Operacional:

O plano operacional deve ser composto de Layout ou arranjo físico, capacidade produtiva, processos operacionais e necessidade de pessoas.

Um plano operacional bem elaborado permite aumentar a capacidade produtiva, diminuir o desperdício e retrabalho.

 

Plano Financeiro:

Através do plano financeiro é possível determinar o total de recursos a serem investidos para que a empresa comece a funcionar.

Essa é a etapa mais longa do plano de negócio a qual vai indicar a viabilidade ou não do negócio.

O plano financeiro deve ser composto de: Estimativa dos investimentos fixos, Capital de giro, Investimentos pré-operacionais, Investimento total (resumo), Estimativa do faturamento mensal da empresa, Estimativa do custo unitário, de matéria-prima, materiais diretos e terceirizações, Estimativa dos custos de comercialização, Apuração dos custos dos materiais diretos e/ou mercadorias vendidas, Estimativa dos custos com mão de obra, Estimativa do custo com depreciação, Estimativa dos custos fixos operacionais mensais, Demonstrativo de resultados, Indicadores de viabilidade, Lucratividade, Rentabilidade, Prazo de retorno do investimento.

 

Construção de cenários:

Após a finalização do plano de negócio, simule valores e situações

diversas para a empresa. Prepare cenários onde o negócio obtenha

resultados pessimistas (queda nas vendas e/ou aumento dos custos)

ou otimistas (crescimento do faturamento e diminuição despesas).

A partir daí, pense em ações para evitar e prevenir-se frente às

adversidades ou então para potencializar situações favoráveis. Faça

quantas simulações julgar necessário e tenha sempre alternativas de

ações (plano B).

 

Avaliação estratégica:

Análise SWOT ou em português F.O.F.A.

Levará o empreendedor a pensar nos aspectos favoráveis e desfavoráveis do negócio, dos seus proprietários e do mercado.

 

 

 

 

Quadro 2 - Matriz SWOT

 

Fatores internos (controláveis)

Fatores externos (incontroláveis)

Pontos fortes

Forças

Oportunidades

Pontos fracos

Fraquezas

Ameaças

     Fonte: Sebrae, 2013.

 

Avaliação do Plano de Negócio:

O plano de negócio é um valioso instrumento de planejamento e deve ser consultado com frequência.

Vivemos em um mundo globalizado e as mudanças são constantes, por isso é necessário está atento ao mercado e realizar as adaptações necessárias.

Empreender é sempre um risco, mas empreender sem planejamento é um risco que pode ser evitado. O plano de negócio, apesar de não ser a garantia de sucesso, irá auxiliar na tomada de decisão mais acertada e também a não se desviar dos objetivos.

 

 Negócio – Análise de viabilidade econômico-financeira

 

Um negócio precisa dar lucros para existir.

Conforme representado na Figura 3, os riscos precisam serem controlados para a sobrevivência do negócio, ou seja, o início de um negócio ou a manutenção de um existente, depende entre outras variáveis do plano de controle de riscos.

 

Figura 3 - Receitas x Tempo

Fonte: Nakagawa (2011, p.18)

 

Para Ajzental e Cecconello (2007) o que se busca numa análise de viabilidade econômico-financeira é a confrontação dos investimentos necessários com os lucros operacionais potenciais projetados, e geração consequente de caixa, para o negócio proposto.

O resultado desse processo pode ser positivo ou negativo, é através dessa análise que o detentor da ideia e os investidores tomam suas decisões. O capital de investimento pode ser próprio ou adquirido através de investimento de terceiros.

 

Ajzental e Cecconello (2007, p.226) completam:

A projeção de resultados econômico-financeiros é realizada com a utilização de modelos de relatórios contábeis (Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultados) e técnicas pertinentes, complementadas por ferramentas de análises econômico-financeiras (prazo de retorno do investimento – playback, projeção do valor líquido de caixa disponível ao investidor ao final do período definido – Valor Presente Líquido – VPL, e índice que apresenta a capacidade própria do projeto se sustentar, conhecido por Taxa Interna de Retorno – TIR).

         

Empreendedorismo não é um tema novo ou modismo, existe desde a primeira ação humana inovadora, com o objetivo de melhorar as relações do homem com os outros e com a natureza. O empreendedor é alguém que imagina, que sonha, que tem ideias e as executa. Já o plano de negócio é a ferramenta que possibilita avaliar as ideias antes de colocá-las em prática, por meio do plano verifica-se a possibilidade de seguir com a ideia ou não. O plano de negócio deve responder a perguntas chaves como: Por que o plano de negócio está sendo criado? O que será vendido? Quem comprará o produto ou serviço? Como vender? Como produzir? Quanto será o investimento? Qual o lucro?

  

 

 

 PLANO DE NEGÓCIOS DE UNIDADE DE EXTRAÇÃO DE LEITE

 

Para esse estudo optou-se pela estrutura de plano de negócio sugerida pelo SEBRAE (2013), porém com inserções de referências de outros autores.

 Sumário Executivo

 

Construiu-se este plano de negócio com o objetivo de verificar a viabilidade da implantação de uma unidade de produção de leite em uma propriedade familiar.

A propriedade vem sendo passada de geração a geração a mais de 150 anos, atualmente dá sinais da necessidade de melhorias nas atividades para tornar-se auto sustentável.

 Pensando nisso a ideia do empreendimento é construir uma estrutura que permita extrair e oferecer como principal produto o leite in natura de alta qualidade, comumente chamado de leite cru, o qual deverá seguir todas as regras de qualidade exigidas pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e também as normas de higiene da vigilância sanitária.

Para garantir a qualidade do produto e consequentemente conquistar mercado, serão utilizadas técnicas avançadas no manejo do gado leiteiro

Os principais clientes serão as cooperativas de laticínios da região de Jacobina, Miguel Calmon e Senhor do Bonfim, além da prefeitura da cidade a qual está situada a propriedade.

A unidade de negócio será instalada em uma área de 43 hectares no município de Caem Bahia, mais precisamente na Fazenda Odilon Moura (localizada nas margens da Rodovia BA-131), que faz parte da região da Chapada Norte da Bahia. O mapa da região é apresentado na Figura 4, onde a esquerda situa-se a cidade de Caem e mais à direita destacada em azul está a localização da propriedade.

 

Figura 4 - Localização da propriedade

Fonte:  Google Maps

 

O montante de capital a ser investido para iniciar a operação de produção de leite in natura será determinado neste plano e esse valor deverá ser financiado por investimento do proprietário, caso o plano se demonstre viável economicamente, e será utilizado para montar toda a estrutura e comprar os animais.

Graduado em Engenharia Elétrica e atualmente cursando o curso de pós-graduação em Gestão de Projetos, o proprietário tem conhecimento da atividade por ter nascido na fazenda e ajudou o seu pai nas atividades diárias.

 

Missão

 

          Oferecer produtos com qualidade respeitando o bem estar animal.

 

Visão

 

          Ser uma empresa reconhecida por todos os seus clientes pela qualidade de seus produtos e pela forma ética e transparente que norteiam suas operações.

 

 

Valores

 

Clientes e consumidores são a razão de nossa existência.
Ética, honestidade e transparência direcionam todas as nossas ações.
Incessante busca pela melhoria contínua.
Respeito pelo meio ambiente, crescimento sustentável e inovador é nossa essência.

 

A empresa atuará no setor de agropecuária e para administrar o negócio será constituída uma empresa na forma Microempreendedor Individual em nome de Selson Correia Moura. Além do próprio empreendedor, o quadro de funcionários será enxuto e contará com apenas 02 pessoas, com funções operacionais. O proprietário será responsável por todos os setores da empresa e o regime de tributação escolhido será o Simples.

Não haverá sócios e 100% do capital da empresa pertencerá ao proprietário Selson Correia Moura.

 

Análise de mercado

 

Os principais clientes serão as cooperativas de laticínios que transformam o leite cru em produtos tais como iogurte, queijo, manteiga.

A quantidade mínima de produção exigida pelas cooperativas é de 1000 litros/dia para viabilizar o transporte. Em caso de produção abaixo de 1000 litros/dia o proprietário será responsável pelo transporte do produto até a cooperativa.

Por se tratar de um produto com baixa oferta na região não se espera concorrência acirrada.

Os principais fornecedores serão pequenos produtores de grão da região.

 

Plano de Marketing

 

Conforme já mencionado o principal produto será o leite in natura de alta qualidade. Para garantir a qualidade do produto fornecido a empresa deverá seguir as normas de manejo, armazenamento e higienização do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA).

O preço do produto depende da quantidade produzida diariamente e também da qualidade do produto. Quanto maior a quantidade maior será o valor unitário.

A estratégia promocional será através da internet, catálogos e participação em feiras e eventos do ramo agropecuário.

A comercialização será realizada pelo proprietário o qual elaborara propostas e negociará as condições comerciais (pagamentos, preço, entrega).

No Gráfico 1 a média de preço do leite no estado da Bahia nos últimos dois anos.

 

Gráfico 1 - Preço Médio do leite nos últimos 2 anos

Fonte: Cepea

 

A boa localização do empreendimento é aquela que em termos de logística, atende aos aspectos: minimização dos custos; adaptação a variações na escala de produção; proximidade e facilidade de acesso a matérias-primas e insumos; facilite o acesso ao mercado consumidor; atenda requisitos de incentivos; e que contemple aspectos relativos ao meio ambiente.

A localização a margem da BA-131 é de fácil acesso para o proprietário, clientes e fornecedores que também facilitará a coleta do leite pelas cooperativas. A Figura 5 mostra o acesso a propriedade que está localizada a direita.

Não haverá contrato de locação por se tratar de propriedade própria.

 

Figura 5 - Acesso a propriedade

Fonte: Google maps (2020)

 

Plano Operacional

 

A operação contará com 02 funcionários que serão responsáveis pelas atividades de manejo e trato do gado, ordenha, armazenamento do leite e higienização do ambiente. Além do proprietário que se dividirá entre as atividades administrativas e supervisão.

As instalações serão planejadas de forma a facilitar o manejo e proporcionar o bem estar dos animais, conforme apresenta-se na Figura 6,

 

 Figura 6 - Layout ou arranjo físico do estábulo, planta baixa

 Fonte: Site Biblus

      Convenções

 

  1. Serviços para pessoal
  2. Depósito
  3. Percurso para pessoal
  4. Sala de ordenha
  5. Sala de máquinas
  6. Área de alimentação
  7. Pista de alimentação
  8. Pista de deslocamento central
  9. Área de exercícios
  10. Área de descanso

 

 

A Figura 7 mostra como ficara o estábulo após a conclusão.

 

Figura 7 - Ilustração do estábulo

Fonte: Site Biblus

 

Com essa estrutura a capacidade produtiva diária é de até 2000 litros de leite/dia, porém inicialmente será produzido 1000 litros/dia.

As ordenhas serão realizadas diariamente em dois períodos. O primeiro período terá início às 05h e o segundo período terá início às 17h.

As instalações foram planejadas pensando no acesso dos maquinários o mais próximo possível da área e alimentação.

     A sala de ordenha é de fácil acesso para animais e funcionários.

Apresenta-se o fluxo operacional da ordenha Figura 8. O mesmo fluxo serve para os 2 períodos de ordenha.

 

Figura 8 - Processo operacional extração

Fonte: O autor

 

Na Figura 9 tem-se o fluxo da coleta do leite e transporte até a cooperativa.

Para o transporte o caminhão refrigerado terá acesso ao tanque de resfriamento para realizar facilmente a transferência e consequentemente o transporte até a cooperativa, portanto o tanque de resfriamento será instalado em local de fácil acesso que permitirá a aproximação do caminhão coletor.

         

 

Figura 9 - Fluxo de extração, armazenamento e transporte

 

Fonte: O autor

 

Plano Financeiro

 

O plano financeiro compõe-se dos itens: Investimento total, Custos, Ganhos, DRE  (Demonstração do resultado do exercício) e Indicadores de viabilidade.

Nesta etapa detalha-se o plano financeiro, o total de investimento que a empresa necessita para começar a funcionar, analisando-se os indicadores de viabilidade, custos e ganhos.

Para determinar o investimento total calcula-se os investimentos fixos, capital de giro e investimento pré-operacional.

 

  • Investimento total

 

O investimento total para início da operação será de R$ 655.469,364 e será detalhado nas Figuras 10, 11, 12 e 13.

 

  • Custos fixos

 

A Figura 10 mostra a estimativa dos custos fixos o qual prever-se os gastos com estrutura, animais, máquinas, equipamentos e outros.

 

Figura 10 - Investimentos Fixos

Fonte: Gerado pelo autor a partir do simulador pnbox/Sebrae

 

  • Capital de giro

 

Na Figura 11 demostra-se o montante de recursos necessários para o funcionamento normal da empresa, compreendendo-se  a compra de matérias-primas ou mercadorias, financiamento das vendas e o pagamento das despesas.

 

 

 

Figura 11 - Capital de giro

Fonte: Gerado pelo autor a partir do simulador pnbox/Sebrae

 

O estoque inicial de alimentos e vacinas detalha-se na Figura 12.

Figura 12 - Estoque inicial

 

Fonte: Gerado pelo autor a partir do simulador pnbox/Sebrae

 

 

  • Investimentos pré-operacionais

 

Apresenta-se na Figura 13 os gastos realizados antes do início das atividades da empresa, isto é, antes do início das operações.

 

Figura 13 - Investimento pré-operacional

Fonte: Gerado pelo autor a partir do simulador pnbox/Sebrae

 

 

  • Resumo Investimento Total

 

Na Figura 14 demostra-se um relatório dos investimentos totais com gráficos detalhando-se a aplicação de recursos e fonte de recursos.

 

Figura 14 - Resumo investimento total

Fonte: Gerado pelo autor a partir do simulador pnbox/Sebrae

 

Gráfico 2 – Recursos

 

 

Fonte: Gerado pelo autor a partir do simulador pnbox/Sebrae

 

  • Estimativa do faturamento mensal da empresa

 

Para a estimativa de faturamento mensal utiliza-se como referência a média de preço Cepea de R$ 1,50 por litro de leite no estado da Bahia e a estimativa de quantidade baseia-se no tamanho do rebanho. Detalhamento na Figura 15.

 

Figura 15 Receitas

Fonte: Gerado pelo autor a partir do simulador pnbox/Sebrae

 

  • Estimativa de custo unitário

 

O Quadro 4 demostra o custo unitário para produzir cada litro de leite no sistema de confinamento. Os demais custos estão no relatório anexo no final.

 

Quadro 3 - Custo Unitário Produto: litro/leite

 

Material

Qtde.

Custo Unitário

Total

 

I - DESPESAS DE CUSTEIO DA ATIVIDADE

 

 

 

1

Mão-de-obra contratada para manejo do rebanho

1

0,225

 R$            0,23

2

Silagem

1

0,245

 R$            0,25

3

Concentrados

1

0,295

 R$            0,30

5

Sal mineral

1

0,099

 R$            0,10

6

Medicamentos

1

0,031

 R$            0,03

7

Impostos e taxas

1

0,018

 R$            0,02

8

Reparos e benfeitorias

1

0,039

 R$            0,04

 

Despesas administrativas (5% do custeio)

1

0,039

 R$            0,04

 

Total das Despesas de custeio

 

0,991

 R$            0,99

Fonte: O autor

 

 

 

 

 

 

  • Demonstrativo de resultados

 

Com as informações sobre as estimativas de faturamento e os custos totais (fixos e variáveis), é possível prever-se o resultado da empresa, verificando se ela possivelmente irá operar com lucro ou prejuízo.

A Figura 16 mostra o relatório DRE com receitas, custos, resultado e projeção anual.

Figura 16 - Relatório DRE

 

Fonte: Gerado pelo autor a partir do simulador pnbox/Sebrae

 

  • Indicadores de Viabilidade

 

Os indicadores de viabilidade irão demostrar se o negócio é viável ou não. Na Figura 17 tem-se o relatório dos indicadores financeiros e nas Figuras 18 e 19 tem-se os gráficos dos resultados financeiros.

Com a rentabilidade anual em 10.46% negativa, o resultado da análise indica que não há viabilidade econômica para o negócio.

Tomando como base o investimento inicial de R$ 655.469,29 para custeio das instalações, animais e máquinas + custo fixo mensal de R$ 57.227,20 e com entradas mensais de R$ 48.000,00. Não seria possível recuperar o investimento inicial, exceto no cenário otimista o qual levaria 78 meses conforme Figura 20, o que inviabiliza o negócio.

 

Figura 17 - Relatório indicadores financeiros

Fonte: Gerado pelo autor a partir do simulador pnbox/Sebrae

 

Figura 18 - Gráfico receitas x custos

Fonte: Gerado pelo autor a partir do simulador pnbox/Sebrae

 

 

Figura 19 - Margem de contribuição x Custos fixos

Fonte: Gerado pelo autor a partir do simulador pnbox/Sebrae

 

Construção de cenários

 

A construção de cenários é um item importantíssimo para o plano e deve ser realizado após a conclusão da análise das finanças, com a construção de cenários é possível simular algumas situações como variação de mercado, aumento da concorrência, variações climáticas, aumento no preço dos insumos, baixa nas vendas entre outros.

A Figura 20 representa o resultado de três cenários simulados: Cenário provável, cenário otimista e cenário pessimista. Conseguiu-se esses resultados através de simulação na ferramenta PNBOX.

Valores usados como referência para a simulação dos cenários encontram-se no Quadro 4.

 

Quadro 4 - Valores referência para construção de cenários

Cenário Otimista

Cenário Pessimista

Receita maior em 20%

Receita menor em 20%

Custo menor em 5%

Custo maior em 15%

Investimento menor em 20%

Investimento maior em 5%

Fonte: O autor

 

 

 

 

 

 

 Figura 20 - Simulador de resultados finanças

 

Fonte: Gerado pelo autor a partir do simulador pnbox/Sebrae

 

Avaliação estratégica - Análise da matriz F.O.F.A (SWOT)

 

          Apesar do resultado da análise financeira ter indicado a inviabilidade econômica do negócio, foi mapeado no Quadro 5 as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças.

Quadro 5 - Matriz F.O.F.A

 

Fatores internos (controláveis)

Fatores externos (incontroláveis)

Pontos fortes

Forças

 

Localização

Produção de silagem na propriedade

Propriedade própria

Fácil acesso

Investimento com capital próprio

Conhecimento do manejo

Conhecimento de administração

Qualidade no controle sanitário

 

Oportunidades

 

Bonificação por produção

Evolução dos índices técnicos

Melhoramento do rebanho

Parcerias com o poder público

Treinamento constante da equipe

Uso de tecnologia

Negociação

Pontos fracos

Fraquezas

 

Pouca experiência na produção de silagem

Falta de atendimento especializado em inseminação na região

Baixa oferta de forragem no verão

Fluxo de caixa

Infraestrutura atual

Infertilidade do solo 

Ameaças

 

Variações climáticas

Alta no preço dos suplementos

Aumento da oferta e baixa no preço do leite

Má conservação da estrada de acesso

Atraso nos pagamentos

Interrupção no fornecimento de energia

Surto de doenças

Queimadas

Rotatividade da equipe

 

                              

Fonte: O Autor

Avaliação do Plano de Negócio

 

Este plano de negócio foi um valioso instrumento de planejamento, servirá como referência, será consultado quando necessário e reavaliado de tempos em tempos para verificar possíveis mudanças de cenários.

Os principais indicadores de viabilidade não mostraram no cenário provável e pessimista, índices econômicos favoráveis para a abertura da unidade de produção de leite.

Apenas no cenário otimista verificou-se resultados econômicos favoráveis, porém como investidor não desejo correr o risco de investir em um negócio onde a viabilidade econômica acontece apenas em um dos três cenários simulados.

 No entanto o mercado está em constante mudanças, e outras oportunidades poderão ser avaliadas para a propriedade, buscando-se alinhar viabilidade econômica e financeira.

O plano de negócio apresenta-se como uma ferramenta importantíssima para estudos de viabilidade. Neste plano apresentou-se o sumário executivo; análise de mercado; plano de marketing; plano operacional; plano financeiro; construção de cenários; avaliação estratégica; avaliação do plano. Todas as etapas da elaboração são importantes, porém destaca-se o plano financeiro, onde avalia-se por meio de dados obtidos na fase de elaboração a viabilidade econômica do negócio proposto.

 

 Conclusão

 

 Este trabalho teve como objetivo a elaboração de um Plano de Negócio que reunisse as informações necessárias para analisar a viabilidade econômica financeira de implantação de uma unidade de produção de leite em uma propriedade familiar em Caem/BA.

Um plano de negócio é uma ferramenta de planejamento muito importante para quem deseja empreender. É através da elaboração do plano que o futuro empreendedor consegue checar a viabilidade das ideias empreendedoras antes de colocá-las em prática e realizar simulações de cenários.

De acordo com os estudos realizados e com o auxílio da ferramenta PNBOX de simulação de plano disponibilizada pelo Sebrae/MG, chegou-se à conclusão que a questão de pesquisa, Qual a viabilidade de produzir leite em uma pequena propriedade familiar na região de Caem Bahia, foi respondida de forma satisfatória, os resultados obtidos durante a realização desse plano evidencia-se um retrato real do negócio pretendido. Ao finalizar a análise contábil por meio dos indicadores financeiros encontrados, considera-se a inviabilidade do negócio devido a rentabilidade anual negativa de -10,46%. Assim conclui-se que produzir leite cru na propriedade economicamente não é viável.

As limitações encontradas na realização desta pesquisa estão relacionadas a localização geográfica da fazenda, visto que está localizada no interior da Bahia e o autor está em São Paulo, por isso não foi possível realizar um levantamento de dados presencialmente.

Recomenda-se que outras atividades como criação de caprinos, engorda de bovinos, produção de ovos e carne de frango, produção de grãos, produção de hortaliças sejam avaliadas, buscando-se a melhor alternativa para a propriedade.

 

 

 


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Sobre o Autor

selson.moura

Graduado em Engenharia Elétrica com Ênfase em Telecomunicações e com Pós-Graduação concluída recentemente em Gestão de Projetos e Excelência nos Negócios.  Atuando como Analista de Suporte ao Cliente a mais de 15 anos no mercado de telecom, com participação em grandes e importantes projetos nacionais e internacionais. Tenho como meta melhorar a cada dia e enfrentar novos desafios.