
As demissões hoje, devido ao cenário político e econômico existente no país, tanto nas áreas de projetos como nas áreas operacionais, estão proporcionalmente maiores do que no período do ano passado. Os parâmetros internos das empresas mudam conforme o cenário.
O profissional acredita que ser proativo, entregar o que foi pedido e atender 100% as necessidades impostas são os únicos parâmetros necessários para se manter dentro do emprego.
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Um fórum foi aberto no Site APINFO na semana passada, solicitando aos profissionais que dessem sua opinião sobre este tema. Li comentários sobre as mais diferentes formas de postura e posicionamento, tanto do Empregado quanto do Empregador.
Todas as abordagens apresentadas sobre este tema são muito apropriadas, mas é relevante a colocação de mais um item que não vejo comumente abordado. Dentre todos que levam a uma demissão acredito que o mais recorrente seja o não entendimento ou o desconhecimento do Contrato Psicológico de Trabalho, este tipo de contrato é o vínculo, formado com base em um conjunto de expectativas que se estabelece entre o empregado e a empresa.
Do ponto de vista de um profissional de carreira e por ser um processo social, humano e compartilhado, o contrato psicológico de trabalho é continuo e mutável.
Quando as expectativas entre as pessoas e a empresa não estão em sintonia, surgem problemas de desempenho, como erros e omissões no trabalho, faltas sem motivo aparente, acomodação e outros sinais.
A partir deste momento toda e qualquer ação, tanto da empresa quanto do empregado, se origina deste ponto.
Do ponto de vista do Gerente de Projetos, onde as equipes têm uma característica diferente por sua rotatividade, a sua responsabilidade é com a área de conhecimento RH (nona área de conhecimento).
O GP tem como responsabilidade, intransferível, a definição clara de Papeis e Responsabilidades. O fator ambiental no momento da inclusão do profissional dentro da equipe determina o sucesso ligado a liderança.
Existem diversas teorias organizacionais, ligadas ao desenvolvimento de equipe, em destaque as Teorias de Maslow (Teoria das Necessidades Humanas) e a Teoria das Expectativas (Teoria Z).
É de responsabilidade do GP manter o ambiente da equipe sempre motivado, gerando desafios factíveis e sempre estando presente para o atendimento das expectativas do grupo mantendo-as sempre em níveis altos, esta prática (alinhada com a empresa) define o nível de maturidade do Líder.
Um fator determinante para o sucesso de uma equipe de projetos está alinhado à construção da equipe, que passa por 5 fases:
- Formação;
- Conflito;
- Acordo;
- Desempenho;
- Dispersão;
Com atenção para os momentos de Conflito e Acordo, que tem de ocorrer de forma breve, para que a equipe possa rapidamente entrar em acordo e conseguir o desempenho esperado.
Para o gerenciamento dos conflitos o GP tem de estar atento aos níveis gerados pelos conflitos e conseguir identifica-los e direciona-los.
As 7 maiores fontes de conflito dentro de um projeto devem ser avaliadas:
- Cronograma;
- Prioridade;
- Recurso;
- Opinião Técnica;
- Procedimento Administrativo;
- Custo;
- Personalidade;
Com estas ferramentas e estando sempre alinhado com a empresa e com a sua equipe o Gerente tem uma chance real e efetiva de tornar o grupo mais produtivo e alinhado aos objetivos e metas do projeto.
Prof. Silas Serpa, MBA, PMP, CSM, ITIL, MSP
https://www.facebook.com/profsilasserpa
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